Saudações!!!
Hoje trarei a vocês uma história que aconteceu comigo a um bom tempo atrás, quando ainda era jovem.
Essa história é sobre o Cavaleiro das Nuvens, um ser fantástico que conheci um dia que estava de bobeira.
Foi um dia de primavera. E eu me lembro muito bem desse dia. Já passara das 17:00 e o Sol ainda não havia começado a se por. O céu estava de um azul maravilhoso e com diversas nuvens espalhadas a esmo mas que sem querer (ou não) formavam diversos desenhos. Pouco vento, mas as nuvens continuavam a se mexer intensamente. E foi isso que me chamou a atenção.
Naquele dia assim que cheguei em casa, subi para o observatório (pra falar a verdade, é apenas a varanda que fica na parte mais alta da casa, com algumas adaptações, é claro) e fiquei admirando os contornos das nuvens e alguns muito curiosos. Parecia que uma festa estava acontecendo. Diversas nuvens de formas de animais se juntavam e rodopiavam entre si, como se fosse uma dança, uma bela dança.
Estava adorando aquela dança, pois ela me intrigava e me forçava a pensar em uma causa para as nuvens estarem fazendo aqueles movimentos. Foi nesse instante em que observei algumas se acumularem e começar a darem forma a uma nova imagem. Dessa vez eram dois cavalos, que pelas formas que a nuvem assumiu aparentavam ser fortes. Logo em seguida esses cavalos começaram a fazer uma movimentos como uma cavalgada. Lindo. Imaginem uma nuvem que era mais alta que um predio de 4 andares, em forma de cavalo e correndo pelo céu azul em grandes círculos. Logo em seguida uma outra nuvem começou a tomar forma de uma carrugem, muito parecida com uma biga romana. E assim que os cavalos passaram por ela, a mesma se juntou a eles na cavalgada.
A carruagemn feita de nuvens e os cavalos continuavam rodeando o céu. Um balé maravilhoso, pois a cada volta que davam, novas nuvens com formas de animais apareciam em volta e depois de alguns momentos formas humanas também começaram a aparecer e saudar a carruagem. Até o momento em que ela começou a desacelerar e um castelo foi se formando conforme ela se aproximava. Ela parou na frente do castelo, extremamente grandioso e belo. Formado pelas nuvens mais brancas que você poderá ver na vida. E com um ar de imponência as portas começaram a se abrir. No instante em que elas se abriram por completo um vento forte e perfumado soprou. E de dentro do castelo surgiu um homem que lembrava um guerreiro de um tempo a muito esquecido. Vestia uma capa azul escuro, como o céu noturno mas a armadura que cobria o seu peito brilhava como o Sol de uma manhã de verão.
Ele começou a cavalgar e conforme andava ia diminuindo de tamanho. E conforme diminuia fazia algumas alterações na sua rota, até começar a descer para o solo. Conforme se aproximava seus cavalos e sua carruagem foram deixando a forma de nuvem e se tranformando na forma "real". Os cavalos eram alvos e a carruagem, um tom avermelhado, como o Sol poente. Percebi que estava vindo em minha direção, me acalmei e com os olhos fixos neles esperei. Em poucos instantes eles pousaram na minha frente. No mesmo momento me ajoelhei em reverência a ele, e com uma voz grave ele disse para mim: "Levante-se Aventureiro, conheço as suas histórias, e portanto, hoje você cavalgará com o Cavaleiro das Nuvens".
Sem hesitar subi na carruagem, que era espaçosa e acomodava nós dois tranquilamentes. Ele começou a alçar vôo e e conforme ganhava altura a carruagem e os cavalos começaram a voltar a forma da nuvem. O vento que soprava era delicioso, com uma temperatura agradável. Nessa cavalgada sobrevoamos diversos pontos da cidade. Foi fantástico e inesquecível. Mas tinha que acabar e pouco antes de anoitecer ele me trouxe de volta a terra e me pergunto: "Gostou do passeio Aventureiro?". Apenas sorri e agitei a cabeça com um sim. Não conseguia dizer nada, estava maravilhado com o passeio.
Estava anoitecendo quando ele começou a subir, mas dessa vez não houve um castelo. Dessa vez ele apenas arrebanhava as nuvens e as puxara para outra direção, deixando sobre a minha cabeça um céu maravilhosamente estrelado. Um experiência fabulosa., até para mim.
Espero que tenham gostado.
Saudações galera!!!
Vou começar com a história de um amigo. Fiquem tranquilos, em breve estrelarei uma para vocês.
Tudo começou como esse amigo meu, (que irei chamar de João, só para ele não ser identificado...sabe como é né) dando uma volta na praia (que infelizmente também não posso revelar). Nada de novo e ele só de papo para o ar, quando, do nada, aparece no horizonte um iate, com uma mulher agitando os braços freneticamente para a praia. Ele para, observa por alguns instantes e de repente percebe que ela estava pedindo por ajuda. Ele, como exímio nadador que era, foi ao seu socorro. Mal sabia ele no que estava se metendo.
E lá foi ele, nadando feito um doido. Conseguiu chegar, porém morto de cansaço, mas ao subir a bordo não encontrou a mulher do lado de fora. "Talvez ela tenha ido para dentro" - pensou ele. E foi tentar encontrá-la. Quando olhou para o deck do iate percebeu uma trilha de sangue. Ficou assustado, como todo mundo que esta em um lugar desconhecido, longe de qualquer outro lugar e sem nada para se proteger de alguma ameaça. Porém "João" tinha instinto aventureiro, como eu e tantos outros, e resolveu seguir a trilha, mesmo porque se ele não seguisse a trilha essa história terminaria aqui sem a menor graça.
Abriu lentamente a porta. Cada passo medido e calculado. Na pequena cozinha viu algumas panelas balançando conforme as ondas batiam no barco. Mas nada além disso. Continuou seguindo, chegou aos quartos mas nada viu, a não ser as camas desarrumadas. Começou a ouvir o som de alguma coisa sendo arrastada pelo chão e subiu para a cabine de comando para ver de onde vinha o som. E descobriu de onde vinha o som, a trilha de sangue e o cheiro forte de podridão que sentia desde que tinha entrado no iate.
"Tô fudido" - foi o que ele pensou. Com certeza foi isso - você, no meio do mar, com dois zumbis terminando de almoçar uma mulher e você lá para ser a sobremesa,com certeza, todo mundo pensaria a mesma coisa em uma situação dessa. Assim que percebeu começou a andar para trás o mais devagar possível para conseguir distância o suficiente sem chamar atenção dos seres infernais. Erro feio o dele, andando de costas ele tropeçou e foi bater com a mão em uma das panelas. As criaturas que estavam comendo perceberam o barulho. E ele percebeu que elas perceberam. Se levantou o mais rápido possível e correu, só que, para o azar dele, os zumbis também correram, meio atrapalhados, mas correram, atrás dele.
Para o desespero de "João", eles o alcançaram. Com força, ele conseguiu se soltar do aperto no braço de um deles, mas infelizmente não escapou da mordida na perna do outro antes de cair na água.
Com a perna doendo conseguiu voltar para a praia e assim que chegou me telefonou desesperado. Peguei a moto e fui até a praia. Ele me contou o que tinha acontecido e quem havia lhe dado a mordida. Ambos tivemos a mesma idéia. Reunimos o máximo dos nossos amigos aventureiros, contamos o que havia acontecido e todos concordaram com o que devia ser feito. Após termos certeza absoluta de que ele havia morrido, cortamos a sua cabeça (pro precaução) e preparamos para ele um funeral viking, como ele havia pedido e como é de costume sempre que um dos nossos, por ventura, morre.
Sempre sentiremos a falta de "João", porém sempre soubemos que uma dessas coisas pode, infelizmente, acontecer com qualquer um de nós. Mas sempre torcemos que seja pela bem da aventura. E, citando Peter Pan, morrer é apenas mais uma aventura.
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